quarta-feira, 24 de junho de 2015

BIOLOGIA ATUALIZADA

quinta-feira, 13 de março de 2014

"Por que as crianças hoje são tão malcriadas e os adolescentes tão agressivos?"

"Por que as crianças hoje são tão malcriadas e os adolescentes tão agressivos?"


A pergunta mexeu com todos. Alguns aplaudiram, outros deram risada (solidária, não irônica), e pareceu correr pela sala uma onda de alívio: o problema não era a dor secreta de cada um, mas uma aflição geral. Minha resposta não foi nada sofisticada. Saltou espontânea de trás de tudo o que li sobre educação e psicologia: "Porque a gente deixa".
E a gente deixa porque talvez uma generalizada troca de papéis nos confunda. Por exemplo, a que ocorre entre público e privado. Vivemos uma ânsia de expor o que pensamos sobre os outros, achando que nos resguardamos da opinião alheia. No entanto, essa é uma forma de botar a cara na janela, tornar-se cabide dos fantasmas alheios – uma verdade mais contundente do que imaginam os que nunca se debruçaram em nenhum parapeito. 


Quando pequena, numa cidade do interior, era engraçado no fim da tarde, no sobrado de meus avós, subir numa banqueta e, cotovelos apoiados em almofadas, ficar olhando pela janela o que se passava na rua. Até que descobri que eu é que estava sendo olhada: eu me expunha. Eu, tímida e assustada, era personagem, não plateia. E a janela perdeu a graça.
Filhos malcriados e agressivos... O problema da autoridade em crise não é do vizinho, não acontece no exterior, não é confortavelmente longínquo. É nosso. Parece que criamos um bando de angustiados, mais do que seria natural. Sim, natural, pois, sobretudo na juventude, plena de incertezas e objeto de pressões de toda sorte, uma boa dose de angústia é do jogo e faz bem.
Mas quando isso nos desestabiliza, a nós, adultos, e nos isola desses de quem estamos ainda cuidando, a quem devemos atenção e carinho, braço e abraço, é porque, atordoados pelo excesso de psicologismo barato, talvez tenhamos desaprendido a dizer não. Nem distinguimos quando se devia dizer sim. Estamos tão desorientados quanto esses que têm vinte, trinta anos menos do que nós. Assim é instalada a inversão, e esta pode ser bem dolorosa.
Muitas vezes crianças são excessivamente malcriadas e adolescentes agressivos demais porque têm medo. Ser insolente, testar a autoridade adulta, quebrar a cara e bater pé, tudo isso faz parte do crescimento, da busca saudável de um lugar no mundo. Mas não ter limites é assustador. Ser superprotegido fragiliza. O mundo é informe quando se está começando a caminhar por ele: quem poderia sugerir formas, apontar caminhos, discutir questões, escutar e dialogar está tão inseguro quanto os que mal acabaram de nascer.
Teorias mal explicadas, mal digeridas e mais mal aplicadas geraram o medo de magoar, de afastar, de "perder" o filho. A fuga da responsabilidade, o receio de desagradar (todos temos de ser bonzinhos) aliam-se ao conformismo, o "hoje em dia é assim mesmo". Ninguém mais quer ser responsável: é cansativo, é tedioso, dá trabalho, causa insônia. Queremos ser amiguinhos, mas os filhos precisam de pais. E, intuindo nossa aflição, esperneiam, agridem, se agridem – talvez por não confiarem o suficiente em nós.
Ter um filho é, necessariamente, ser responsável. Ensinar numa escola é ser responsável. Estar vivo, enfim, é uma grave responsabilidade. Não basta tentar salvar a própria pele nessa guerrilha social, econômica, ética e concreta em que estamos metidos. Trata-se de ter ao menos um pequeno facho de confiança, generosidade e experiência, e colocá-lo nas mãos das crianças e dos jovens que, queiram eles ou não, se voltam para nós – antes de se voltarem contra nós.
Lya Luft 


quarta-feira, 12 de março de 2014

Provas do Enem 2014 devem ser aplicadas 1 e 2 novembro após as eleições.


A publicação do edital do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2014 contendo o calendário oficial com o prazo de inscrições, datas das provas, da liberação dos gabaritos e da divulgação do resultado ainda não foi publicado. Como tem recorrido nos últimos anos, deve ocorrer no mês de maio, juntamente com as inscrições .
Entretanto, como já reforçamos em vários artigos em nosso Portal, os estudantes não devem aguardar a liberação do cronograma oficial para início dos estudos. Pelo contrário, quanto antes começarem, melhor. E para lhe ajudar a organizar e planejar de maneira adequada seus estudos, faremos hoje nossa previsão das datas das provas do Enem 2014.
Normalmente as provas do Enem são aplicadas no mês de outubro, com exceção dos anos em que haviam eleições, sejam presidenciais ou municipais. Nestes anos, as edições do exame sempre foram marcadas para o mês de novembro, após a realização das eleições. Confira tais informações abaixo.
Eleições 2010: Primeiro turno – 3 de outubro / Segundo turno – 31 de outubro.
Enem 2010: Dias 6 e 7 de novembro.
Eleições Municipais 2012: Primeiro turno – 7 de outubro / Segundo turno – 28 de outubro.
Enem 2012: Dias 3 e 4 de novembro.
Repare que, nos dois últimos anos eleitorais, o Enem foi realizado no primeiro fim de semana após a data do segundo turno. Como neste ano de 2014 as eleições estão marcadas para 5 de outubro (primeiro turno) e 26 de outubro (segundo turno), tudo nos leva a crer que as provas do maior exame do Brasil sejam aplicadas nos dias 1 e 2 de novembro.
Ressaltamos que esta data ainda não é oficial e que não temos nenhuma fonte dentro do Ministério da Educação. Esta previsão foi feita, conforme mostrado na matéria, com base nas ocorrências dos últimos anos do Enem.
Desta forma, você que vai prestar o exame este ano tem mais de 7 meses para estudar e se preparar da melhor maneira possível para o exame.
Como dissemos anteriormente, um bom planejamento é fundamental. Mas isso é assunto para outro artigo. Continue nos acompanhando que em breve publicaremos dicas para você elaborar um planejamento de estudos para o Enem 2014.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

VÍRUS

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HIV – MORTE CERTA


HIV – MORTE CERTA

Em 2006 governo americano autorizou a venda de um novo medicamento, chamado vorinostat. Esse remédio foi criado para tratar um câncer no sistema imunológico. Pesquisas especificas, descobriram que o fármaco também tinha outro efeito: ele desperta os linfócitos  T adormecidos.
De 2009 a 2013 são publicadas os primeiros estudos sobre a eliminação de reservatórios do HIV, apontando um caminho para a cura. A busca incansável por uma vacina continua.
A infecção e o caminho da cura, o segredo esta em acordar células dormentes, onde o HIV fica escondido.
O HIV entra no organismo se instala nos linfócitos T, que são responsáveis por coordenar a ação do sistema imunológico. Há dois tipos de linfócitos T: ativo e inativo. O vírus invade ambos os tipos. Eles entram nos linfócitos T por fusão do envelope viral infiltrando-se no núcleo dela, onde está o DNA. Os linfócitos T ativos se multiplicam e com isso, multiplicam o vírus. Os linfócitos inativos não se multiplicam por ação de uma enzima, que as deixa dormentes e o vírus também. Os medicamentos antirretrovirais, usados hoje, conseguem bloquear a progressão do HIV – e controlar AIDS. Mas não agem nas células inativas, onde o vírus fica escondido. Se a pessoa parar de tomar os antirretrovirais, o HIV “escondido” acorda. E a AIDS volta. Um novo tipo de medicamento é capaz de fazer as células inativas acordarem e botarem para fora o HIV que trazem escondido. O vírus é jogado na corrente sanguínea. Os antirretrovirais agem sobre o HIV, permitindo que ele seja eliminado. Os reservatórios vão sendo esvaziados, até não restar mais vírus.
De 2004 a 2020 – testes e provável cura.

Antirretrovirais

Os medicamentos antirretrovirais surgiram na década de 1980, para impedir a multiplicação do vírus no organismo. Eles não matam o HIV, mas ajudam a evitar o enfraquecimento do sistema imunológico . Por isso, seu uso é fundamental para aumentar o tempo e a qualidade de vida de quem tem Aids.
Para combater o HIV é necessário utilizar pelo menos três antirretrovirais combinados, sendo dois medicamentos de classes diferentes, que poderão ser combinados em um só comprimido. O tratamento é complexo, necessita de acompanhamento médico para avaliar as adaptações do organismo ao tratamento, seus efeitos colaterais e as possíveis dificuldades em seguir corretamente as recomendações médicas, ou seja, aderir ao tratamento. Com o desenvolvimento da terapia antirretroviral, em 1996, a mortalidade e as infecções oportunistas foram reduzidas em mais de 72%. Já é possível viver mais de 25 anos com HIV sem apresentar nenhum sintoma ou efeito colateral.
Os antirretrovirais (ARV) são fármacos usados para o tratamento de infecções por retrovírus, principalmente o HIV. A terapia altamente eficaz com antirretrovirais é conhecida como TARV. Caso a pessoa descubra ser portador de HIV antes de desenvolver AIDS é possível nunca apresentar nenhum sintoma e fazer um tratamento sem efeitos colaterais por tempo indeterminado.
O Brasil foi o primeiro país em desenvolvimento a distribuir gratuitamente os antirretrovirais para os portadores de HIV do país. Em 1991, iniciou-se a distribuição do antirretroviral zidovudina. Em 1996, a Lei nº 9.3135 estabeleceu a oferta universal e gratuita de ARV aos portadores do HIV e pessoas com Aids que preenchem os critérios estabelecidos no documento de consenso terapêutico em HIV/Aids do Ministério da Saúde (MS). Recomenda-se tratamento para indivíduos assintomáticos com contagem de linfócitos T CD4+ abaixo de 350 células/mm3 e pessoas sintomáticas, independentemente dos parâmetros imunológicos.
São oferecidas no país quatro classes terapêuticas de ARV: ITRN; ITRNN; IP e inibidor de fusão e de integrase.

Classe
Nome genérico
Mecanismo de ação
Inibidores da Transcriptase Reversa Análogos de Nucleosídeos (ITRN)
Abacavir (ABC), Didanosina (ddI), Estavudina (d4T), Lamivudina (3TC), Zidovudina (AZT) e Tenofovir (TDF) e a combinação Lamivudina/Zidovudina.
atuam na enzima transcriptase reversa, incorporando-se à cadeia de DNA que o vírus cria. Tornam essa cadeia defeituosa, impedindo que o vírus se reproduza.
Inibidores da Transcriptase Reversa Não-Análogos de Nucleosídeos (ITRNN)
Efavirenz (EFZ), Nevirapina (NVP), delavirdina
bloqueiam a transcriptase reversa impedindo que o RNA viral se transforme em DNA complementar. Bloqueiam a mukltiplicação do vírus
Inibidores de Protease (IP)(Inibidores da 'Maturação')
Fosamprenavir (FAPV), Atazanavir (ATV), Darunavir (DRV), Indinavir (IDV), Lopinavir (LPV), Nelfinavir (NFV), Ritonavir (RTV), Saquinavir (SQV), Tipranavir.
atuam na enzima protease, bloqueando sua ação e impedindo a produção de novas cópias de células infectadas com HIV. Bloqueia a maturação do vírus
Inibidores da entrada do HIV e Inibidor da fusão
Enfuvirtida (T-20)
Impedem a entrada do material genético viral pela sua ação no mesmo local da entrada do HIV na célula que expressa receptor CD4
Inibidores da Integrase 
Raltegravir.
bloqueiam a atividade da enzima integrase, responsável pela inserção do DNA do HIV ao DNA humano (código genético da célula). Assim, inibe a replicação do vírus e sua capacidade de infectar novas células.


Gilmar Lima.:

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

HOMEM CASADO, AVENTURA DE RISCO

HOMEM CASADO, AVENTURA DE RISCO

Muitos homens que tem o meio social ou trabalhista rodeado por mulheres, insistem em não usar uma aliança – símbolo sagrado do matrimônio – apesar de que, particularmente vejo a aliança como mais um acessório, calma eu explico, a verdadeira aliança é aquela colocada no coração quando o consciente decide pela união em prol de um sentimento sincero, fidedigno e vitalício.
É fácil rotular quem se envolve com homem casado como quenga, traíra, vagabunda, desleal, periguete e outras coisas mais. O problema é quando a mulher se vê toda enrolada ao perceber que está envolvida com um homem casado. Ela não resiste às cantadas de um homem experiente, atraente e sedutor e embarca nessa aventura nem sempre sabendo se ele é realmente casado(às vezes sim, mas fingindo que não). No fundo nutri uma esperança de que aquelas promessas glamorosas que ele fazia se cumpririam e se compadecia dos relatos de que seu relacionamento é ruim e que estava no fim. Mesmo depois de descobrir que aquele casamento não está nada perto de uma separação, fica difícil voltar atrás e recuar nos sentimentos e às vezes no prazer já consumado. Para alguns homens casados, a arte da conquista e consumação de um fato sexual é o alimento intrínseco do seu ego que é voraz pedindo cada vez mais sendo influenciado constantemente pela conquista e pelo meio que o rodeia. Um homem casado pode ter uma vasta experiência em romances com palavras glamorosas e doces, sendo mestres na arte das novidades sexuais, proporcionando prazer inigualável a uma jovem quase ou totalmente inexperiente. Lembre-se 90% deles não troca a mulher pela outra. Você – que já vivenciou essa situação – se pergunta. Por quê? Vamos lá, a titular pode apresentar inúmeros defeitos pontuados por eles, mas ela apresenta o diferencial que é o matrimônio e a burocracia que ele carrega, porém isso não faz dela vencedora. O homem tem medo dos nomes: divisão e pensão. A outra é paciente, carinhosa, atenciosa, sempre cheirosa e pronta para ele, disposta a escutar, receber mimos e carícias e ainda não cobra a presença dele todos os dias. A outra não tem uma vida de mar de rosas, ela carrega suas frustações, tipo não tem o homem a todo instante, sempre terá as prioridades mais importantes que ela, não poderá contar para ninguém – apesar delas não conseguirem – e o pior terá que andar sempre pensando que esta sendo observada, com medo de escândalos.
Não é impossível, mas muitas mulheres veem como uma tarefa quase inviável tentar se desligar emocionalmente de um homem casado. Muitas se condenam e sabem que não deveriam entrar numa barca furada, mas mesmo assim cedem aos seus impulsos e entram cada vez mais na história. Lentamente vão perdendo autonomia, liberdade e quando percebem já estão mais que enterradas numa areia movediça emocional. Se recuam sofrem, se avançam passam a ser igual a esposa , então diante do destino “inevitável” preferem ficar com o homem em questão. É possível que realmente aconteça um envolvimento mútuo, porém arriscado, mas totalmente prazeroso e diferente. Elas, depois de um tempo questionam a si mesmas se estão perdendo tempo. Começam a inventar desculpas para amigos e familiares quando questionada sobre um namorado/ficante. Por coincidência depara-se com um fato na sua família, ou de algum conhecido, de um escândalo por causa de uma amante e se vê angustiada pensando que pode ser a próxima a ser descoberta. O segredo sempre ronda seus passos e tudo precisa ser sussurrado. O celular toca e o sofrimento começa por antecipação. É uma tortura que passa a ser um desafio para algumas e outras até gostam desse frio na espinha de fazer tudo debaixo dos panos. E é nesse período que começa a cair a ficha ela percebe que é só aquilo e mais nada, o sofrimento volta martelando na impossibilidade de apresentação familiar, filhos, roda de amigos em comum, dormir, acordar juntos e outras coisas conjugais do cotidiano de um lar feliz. As que persistem dias..., meses..., anos adentro, abrindo mão de um convívio mais próximo ou uma relação pública, acabam parando de se questionar sobre os reais motivos que as levaram a permanecer no anonimato afetivo em nome de um amor de um terço. Se é que é pelo menos um terço. Sem perceber, ela própria dá ânimo para que o cara siga no seu relacionamento "infeliz" com a esposa. Eles sabem que podem contar com tudo o que quer simultaneamente sem muito esforço. Na tentativa de recuar, mais uma vez desiste e vai tentando convencer a si mesma que não se importa mesmo sabendo que ele vai fazer amor com a esposa a noite toda e pela manhã logo cedo irá procura-la com um sobejo e ainda com o cheiro da esposa no colo, mesmo que no fundo suspire na ilusão pelo dia em que ele será só dela. 
Grande parte delas sabe secretamente que o relacionamento não passa só por delícias e no final ela quer apenas mais uma fatia quente e o recheio saboroso do bolo. O que torna um relacionamento real e cheio de desafios ela deixa para as outras que resolveram entrar de cabeça numa relação. Ela vai tocando uma vida de um terço, que talvez seja a única parte que consegue carregar...
                                                                                                                                              Gilmar Lima.:

Desenvolvimento e Liderança.

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